"Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar”
Rubem Alves
Era sábado à noite e eu estava em casa sozinho. Morava muito perto de uma grande concentração de bares e boates. Da minha sala eu ouvia a música e as pessoas conversando e brindando com copos cheios de cerveja.
Eu estava muito triste naquela noite. Minha namorada, que morava comigo, tinha viajado para visitar uma parente que estava adoentada. No relógio eram 8:00h e eu já estava a ponto de enlouquecer dentro de casa sozinho... não havia nada para fazer... Como a saudade apertava o coração resolvi ligar para o celular dela. NÃO ATENDEU na primeira chamada... e nem as outras milhares que fiz, uma após outra! Fiquei irado e começei a mexer nas coisas dela, procurando o número de telefone de sua tia. Depois de fazer zilhões de telefonemas consegui falar com a tal "tia enferma" e descobri o que eu não queria... ELA NÃO ESTAVA DOENTE. MINHA NAMORADA NÃO ESTAVA LÁ.
Meu coração quase pulou pela boca de tanto que palpitava. Logo em seguida o telefone toca. ERA O MEU "AMOR". Com todo cinismo do mundo ela dizia estar muito cansada, pois tinha passado o dia cuidando da sua tia... Não esperei ela terminar suas lamúrias e eu começei a xingá-la ao mesmo tempo em que chorava. Ela, com a voz trêmula contava várias histórias, mas não conseguiu esconder por muito tempo...e me disse a verdade: ESTAVA COM OUTRO.
Com o orgulho ferido e me sentindo um zero à esquerda não quis ouvir maiores explicações. Desliguei o telefone e atendi ao convite da música, que naquele momento, tocava ainda mais forte lá fora. Os bares me chamavam. Precisa afogar as mágoas. Precisava me esconder de mim mesmo. A noite estava apenas começando...
Eu estava muito triste naquela noite. Minha namorada, que morava comigo, tinha viajado para visitar uma parente que estava adoentada. No relógio eram 8:00h e eu já estava a ponto de enlouquecer dentro de casa sozinho... não havia nada para fazer... Como a saudade apertava o coração resolvi ligar para o celular dela. NÃO ATENDEU na primeira chamada... e nem as outras milhares que fiz, uma após outra! Fiquei irado e começei a mexer nas coisas dela, procurando o número de telefone de sua tia. Depois de fazer zilhões de telefonemas consegui falar com a tal "tia enferma" e descobri o que eu não queria... ELA NÃO ESTAVA DOENTE. MINHA NAMORADA NÃO ESTAVA LÁ.
Meu coração quase pulou pela boca de tanto que palpitava. Logo em seguida o telefone toca. ERA O MEU "AMOR". Com todo cinismo do mundo ela dizia estar muito cansada, pois tinha passado o dia cuidando da sua tia... Não esperei ela terminar suas lamúrias e eu começei a xingá-la ao mesmo tempo em que chorava. Ela, com a voz trêmula contava várias histórias, mas não conseguiu esconder por muito tempo...e me disse a verdade: ESTAVA COM OUTRO.
Com o orgulho ferido e me sentindo um zero à esquerda não quis ouvir maiores explicações. Desliguei o telefone e atendi ao convite da música, que naquele momento, tocava ainda mais forte lá fora. Os bares me chamavam. Precisa afogar as mágoas. Precisava me esconder de mim mesmo. A noite estava apenas começando...


